A morte

*Felipe Pereira


Quando o dia se encerra na tristeza da noite, descobrimos que a vida nada mais é do que um grito no vazio. Esse inimigo, silencioso e traiçoeiro, toma-nos a liberdade de viver. Injusta é a Morte, que para uns ela concede um tempo para o adeus, e para outros, nem direito a últimas palavras permite. Fazendo jus a esse tão antigo e indesejado adversário, devemos atribuir a ele a equidade sobre suas vítimas; a Morte não olha a aparência, condição financeira, etnia, crença e idioma; a todos ela ceifa, de igual modo encerra-os da existência. Se a Vida nos enche de dúvidas e perguntas sem respostas, por outro lado o Ceifador nos traz a certeza dos assuntos dúbeis. No fim, a Morte é a mais clara fidelidade de que somos findos, destinados a perecer no mesmo pó que nos trouxe à luz da manhã.

*Estudante de contabilidade e morador de Nova Andradina

 

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal da Nova

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