Natural de Divinópolis, Zilda Cabral atua há mais de 40 anos na causa animal

Conheça um pouco sobre a mineira que dedicou a vida à proteção dos animais e seus resultados

Da Redação


Zilda da Silva Cabral nasceu em Divinópolis, região metropolitana de Belo Horizonte, no ano de 1948. Sua infância, até os 6 anos, foi rodeada por animais da fazenda em que vivia com os pais. Desde esse momento, ficou nítida sua vocação e seu interesse no cuidado com animais. 

 

Casou-se aos 19 anos, e, na mesma época, foi morar em Betim com seu marido para administrar uma loja em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Nesse momento, o contato com animais de rua foi maior, e cresceu sua vontade de ajudar os bichos de rua abandonados.

 

Tudo em prol dos animais

Durante toda a década de 1980, Zilda se tornou referência entre os protetores dos animais e da natureza. Durante esse período, carregou cabritos desnutridos para fazendas e impediu o corte de árvores centenárias. Apenas em sua residência possuía 19 animais resgatados, além de todos os outros que encontrava na rua, e se empenhava para encontrar um dono que cuidasse dos bichinhos de forma digna. Seu trabalho não se resume apenas a cães e gatos – entre os animais resgatados, é possível encontrar histórias com cavalos, cabritos, micos, patos, entre outros.

 

Durante toda sua vida, Zilda sempre se empenhou em alertar sobre a quantidade de animais abandonados nas ruas. Ao seu olhar, desde que chegou a Betim, o número só aumenta, e culmina com a pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) em 2022. Segundo o estudo, apenas em Betim existem 20 mil animais abandonados nas ruas.

 

Precisamos fazer alguma coisa

Vendo o aumento de animais abandonados, Zilda Cabral decide, em 2001, fundar uma ONG chamada Sociedade Protetora dos Animais de Betim (SPAB), a única ONG registrada no município.

 

Presidida por Zilda desde 2001, a ONG resgata e faz a doação de 20 a 40 animais por mês, em média, e, nesses mais de 20 anos de trabalho com os bichinhos, já conseguiu mais de mil castrações gratuitas e lares temporários para o excedente de animais resgatados, sempre em parceria com outros protetores.

 

A principal demanda da ONG, segundo Zilda, é conseguir fazer a castração, mesmo que após a recuperação o animal volte às ruas, para evitar a proliferação da população de gatos e cachorros. Um número muito alto desses animais de rua pode trazer prejuízos para a população, como transmissão de doenças e epidemias de pulgas. A ONG já fez no passado algumas parcerias com faculdades de medicina veterinária para treinamento dos alunos nos mutirões de castração, vacinação e vermifugação.

 

Mais um passo foi dado quando, em 2016, foi eleito um prefeito na cidade de Betim que abraçou a causa, em parceria com Zilda Cabral, e criou a Superintendência de Proteção e Bem-estar Animal (Sepa), um órgão responsável por realizar castrações de cães e gatos, promoção de eventos de adoção, além de buscar parcerias com hospitais veterinários para outros atendimentos mais delicados, e, além disso tudo, é responsável pela fiscalização de maus tratos e abandonos de animais, em conjunto com o Ministério Público, a Polícia Militar Ambiental e a Guarda Municipal.

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