Policial / Polícia
Membro de organização criminosa que fazia parte de 'chefão' de Nova Andradina é preso em SC
Jairo Rodrigo Censi Casari fazia parte da quadrilha liderada por Neno executado em 2018 no Paraguai
Da Redação
Foi preso em Itajaí (SC) um dos integrantes da organização criminosa acusada de tráfico de drogas desmantelada pela “Operação Dublê”, deflagrada em novembro de 2014 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
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Jairo Rodrigo Censi Casari, de 42 anos, morador em Dourados, foi localizado através de trabalho conjunto de investigadores da Defron (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira) e policiais militares catarinenses, publicou o "Campo Grande News".
A quadrilha ficou conhecida por usar veículos de luxo para transportar maconha para São Paulo. Com carros potentes, os motoristas fugiam em alta velocidade quando se deparavam com a polícia. Um deles, uma Hyundai/Tucson lotada de droga, bateu em uma árvore e o condutor morreu, em setembro de 2013, em Nova Andradina.
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O bando era chefiado por Edinei Pedroso de Moraes, o “Neno”, um ex-agricultor familiar que abandonou o sítio no Assentamento Teijin onde morava em Nova Andradina para se dedicar ao tráfico. Edinei conseguiu escapar da operação do Gaeco, mas em agosto de 2018 foi executado a tiros em Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia.
Neno também era investigado e procurado pela Polícia Civil de Nova Andradina, na operação “Plumbum”, deflagrada em 4 de dezembro de 2014.
Jairo Rodrigo Censi Casari foi preso no âmbito da “Operação Dublê” e denunciado pelo Ministério Público junto com outras 22 pessoas. Logo conseguiu habeas corpus para responder em liberdade.
Em agosto de 2017, foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por associação para o tráfico. Como estava solto, ele ganhou o direito de recorrer da sentença em liberdade.
Entretanto, depois de sete anos, em junho do ano passado, a Justiça manteve a condenação em definitivo e decretou a prisão de Jairo. Na época ele já estava sendo procurado pela polícia para cumprir 3 anos e 6 meses por receptação.
O douradense foi localizado na oficina mecânica de propriedade da irmã dele, no bairro Cidade Nova, em Itajaí (SC). Jairo tentou se identificar com outro nome, mas foi reconhecido e encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. A prisão ocorreu quarta-feira (5), mas só foi divulgada pela Defron nessa sexta-feira.
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