Trio vai a julgamento nesta terça-feira em Nova Andradina por feminicídio de jovem de 27 anos

Julgamento terá início a partir das 9h no Tribunal do Júri com a presença dos réus

Da Redação


Nesta terça-feira (19), a partir das 9h, será realizado no Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Nova Andradina o julgamento de três réus acusados de envolvimento no feminicídio de Maurília Sartori Marques, de 27 anos, ocorrido em julho de 2023.

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Segundo a investigação, no dia 12 de julho de 2023, Gesiel Ferreira de Aguiar, agindo a mando de Edmilson Barbosa Bispano, ex-companheiro da vítima, invadiu a casa de Maurília no bairro Conjunto Habitacional Durval Andrade Filho e atirou contra seu rosto. A jovem foi socorrida com vida, mas morreu no Hospital da Vida em Dourados no dia 25 de julho devido à gravidade dos ferimentos.

Edmilson Barbosa Bispano seria o mandante do crime - Foto: Arquivo pessoal

O crime foi premeditado e contou com a participação de outros dois réus: Douglas Ferreira do Nascimento, que teria providenciado o revólver e o veículo usado no crime, e Leonardo Bárbaro Rodrigues Vetor, responsável por repassar ameaças da vítima, utilizando uma linha telefônica cadastrada com o CPF do pai.

Consta nos autos que Edmilson, atualmente preso na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), não aceitava o fim do relacionamento com Maurília. A motivação para o crime teria sido o inconformismo com o término, evidenciando um sentimento de posse e subjugação da vítima por sua condição de mulher, configurando feminicídio com qualificadoras como: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima (ataque de surpresa, com tiros no rosto) e violência doméstica e de gênero.

Momento da prisão de um dos suspeitos - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

O Ministério Público sustenta que os quatro denunciados atuaram em concurso de pessoas e com ânimo homicida claro, caracterizando crime hediondo. O julgamento deve definir o grau de responsabilidade de cada um e pode resultar em penas superiores a 30 anos de prisão.

No caso, Leonardo Bárbaro Rodrigues Vetor, chegou a ser pronunciado, mas a defesa recorreu e acabou despronunciado e o Ministério Público recorreu, então, ele está em liberdade e não participará do Júri.

Local onde ocorreu o crime - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

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