SIG elucida homicídio em Maracaju e prende envolvido ligado a facção criminosa

Investigações apontam que autores eram de Sidrolândia; um suspeito morreu em confronto com o BPChoque e outro confessou participação no crime

Da Redação


Investigações conduzidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Maracaju esclareceram o homicídio de Thalis Eduardo Assis de Souza, ocorrido no último domingo (7), no bairro Olídia Rocha. A ação policial resultou na prisão de um dos envolvidos, na apreensão de munições de calibre restrito e na identificação de outros suspeitos ligados a uma facção criminosa.

O trabalho teve início logo após o crime, registrado na Rua Ipê Branco. No local, policiais civis realizaram os primeiros levantamentos, acionaram a perícia criminal e tiveram acesso a imagens de câmeras de segurança que auxiliaram na identificação da dinâmica do homicídio e da rota de fuga dos autores, que deixaram o local em um GM Corsa vermelho.

Com o cruzamento de informações de inteligência, o SIG compartilhou dados com o 15º Batalhão da Polícia Militar e com o Batalhão de Choque. Os suspeitos, ambos são moradores de Sidrolândia e apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na noite de segunda-feira (8), os investigadores localizaram o veículo usado no crime abandonado na Rua Doutor Hilário. Dentro do automóvel, foi encontrada uma mochila com seis munições intactas de calibre 9mm, de uso restrito.

Munições de calibre 9mm foram apreendidas no interior do carro usado pelos suspeitos - Foto: Polícia Civil

Com base nas informações repassadas pelo SIG, equipes do BPChoque localizaram os alvos em Sidrolândia. Durante a abordagem, um teria reagido armado contra os policiais militares e foi atingido. Ele não resistiu. Já o segundo foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Maracaju.

Em entrevista informal na unidade policial, confessou participação no crime. Segundo a Polícia Civil, ele relatou que a dupla estava em Maracaju para cumprir uma ordem de execução contra integrantes de uma facção rival, o Comando Vermelho, mas Thalis Eduardo acabou sendo morto após um desentendimento.

Após o depoimento, investigadores do SIG refizeram o percurso com o preso e localizaram pontos onde roupas usadas no crime teriam sido descartadas no Rio Cachoeira, além do local onde o veículo foi inicialmente escondido em uma lavoura de milho.

As investigações também apontam a participação de uma rede de apoio logístico no crime. Uma mulher, suspeita de fornecer as armas, foi presa. Outros comparsas, que teriam auxiliado na logística e na tentativa de encobrir o homicídio, já foram identificados.

Os depoimentos, provas colhidas e o material apreendido foram anexados ao inquérito policial. As diligências continuam para capturar os demais envolvidos.

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