Nacional & Geral / Internacional
Trump ameaça atacar Irã 'com ainda mais força' em meio a negociações de paz
Presidente norte-americano também teria falado em tomar o Estreito de Ormuz e em cobrar pedágio
Por Band
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesse domingo (21) afirmando que poderá atacar "fortemente" o país caso seus aliados no Líbano -- referência ao Hezbollah -- não parem de "causar problemas". A afirmação, feita em sua rede social, ocorre em meio à viagem do vice-presidente dos EUA, JD Vance, à Suíça para negociar um acordo de paz com os iranianos.
“O Irã deve impedir imediatamente seus proxies aliados altamente pagos no Líbano de causar problemas. Se não o fizerem, vamos atingir o Irã muito fortemente novamente, assim como fizemos na semana passada, só que mais forte”, disse Donald Trump.
O tom ameaçador de Trump não teria ficado somente na postagem. Antes dela, a Fox News reportou, citando uma entrevista com o presidente, que ele teria feito ameaças ao Irã. Segundo a rede de televisão norte-americana, Trump disse a autoridades iranianas que, caso elas decidissem fechar o Estreito de Ormuz, "não teriam mais um país".
O presidente dos EUA também teria afirmado que pode assumir o controle do Estreito de Ormuz e até cobrar pedágios. A informação foi veiculada mais cedo também pela Fox News. Ainda de acordo com a emissora, Trump disse que os EUA poderiam se tornar um "anjo da guarda" de Ormuz e tomar 20% do petróleo global que passa por lá.
Reunião na Suíça
O vice-presidente dos EUA, JD Vance chegou neste domingo a Suíça, onde acontecerá um encontro com representantes do governo iraniano. Antes de embarcar, Vance afirmou que a principal meta da delegação norte-americana é avançar nas discussões sobre o programa nuclear iraniano e buscar uma solução para os confrontos no Líbano.
“O foco será fazer progressos na questão nuclear e no cessar-fogo no Líbano. Esses são os dois principais temas das conversas”, frisou JD Vance.
Segundo o Irã, representantes do Catar e do Paquistão também participarão das reuniões como mediadores. A delegação iraniana conta ainda com o presidente do Parlamento e chefe da equipe de negociação, Mohammad Baqer Qalibaf, o chanceler Abbas Araqchi e o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati.
As negociações ocorrem poucos dias após a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã. O documento estabelece um prazo de 60 dias para que os dois países tentem chegar a um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano e a suspensão das sanções econômicas impostas ao país.
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