Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
Reinaldo diz que municipalismo não é promessa, é compromisso com o futuro
Pré-candidato ao Senado afirma que Estados e municípios precisam receber uma parcela maior dos recursos arrecadados pela União
Da Redação
O pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja reafirmou, nessa quarta-feira (15), que o municipalismo será um dos principais eixos de sua atuação política. Ex-governador de Mato Grosso do Sul, ele defende a revisão do pacto federativo e uma distribuição mais equilibrada dos recursos arrecadados no país.
Segundo Azambuja, a concentração de receitas na União limita a capacidade de Estados e municípios de ampliarem investimentos e melhorarem serviços públicos essenciais.
“Municipalismo não é promessa, é compromisso político com as pessoas. O dinheiro gerado pelos municípios precisa voltar para eles. É simples assim. Foi dessa forma que trabalhei como governador e é assim que o Senado deve atuar para que o Governo Federal faça o mesmo”, afirmou.
Como argumento em defesa do modelo, o pré-candidato destacou números de seus dois mandatos à frente do Governo de Mato Grosso do Sul. Conforme dados divulgados por sua assessoria, foram investidos R$ 8 bilhões nos 79 municípios do Estado, além da atração de mais de R$ 60 bilhões em investimentos privados.
Azambuja também citou a aplicação de R$ 1,2 bilhão em equipamentos destinados ao programa MS Mais Seguro, a retomada e conclusão de 220 obras que estavam paralisadas e o atendimento de mais de 80 mil famílias por meio do programa Mais Social.
“A gente já sabe que dá certo. Essa lógica precisa atravessar as fronteiras de Mato Grosso do Sul, porque o nosso Estado não pode parar de crescer e o Brasil também não pode ficar para trás. Visitei cada um dos 79 municípios, conheci de perto as histórias e sei o que falta para mudar o dia a dia da população”, declarou.
O ex-governador sustenta que o modelo de gestão descentralizada adotado em Mato Grosso do Sul pode servir de referência para uma reforma do pacto federativo nacional. De acordo com os dados apresentados pelo pré-candidato, a União concentra cerca de 58% dos recursos arrecadados, enquanto Estados e municípios ficam com parcelas menores, apesar de assumirem grande parte das responsabilidades nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Para Azambuja, o Senado deve ampliar o debate sobre a descentralização das receitas públicas, garantindo que os recursos sejam direcionados aos locais onde a população utiliza diretamente os serviços públicos.
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