Trabalhadores da Ford aprovam adesão ao Programa de Proteção ao Emprego

Da Redação


Trabalhadores da Ford em São Bernardo do Campo (SP) aceitaram aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que reduzirá salário e jornada de trabalho a partir de janeiro. Com o acordo, a montadora cancelou 203 demissões previstas para a unidade, diz o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A greve iniciada este mês, em protesto contra as possíveis cortes, foi encerrada.

"A Ford informa que fechou um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com o objetivo de reverter a demissão de 203 empregados na fábrica de São Bernardo do Campo", afirmou a companhia, em comunicado.

É a terceira montadora a aderir ao PPE: Mercedes-Benz e Volkswagen, todas em São Bernardo, também concordaram com o plano.

A adesão ao PPE valerá por 6 meses, prorrogáveis por mais 6, a partir de janeiro próximo. O programa prevê redução da jornada em 20% e corte de 10% no salário. De acordo com as regras do PPE, outra parcela de 10% será bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Layoff e PDV
O acordo prevê ainda prorrogação do layoff (suspensão temporária de contrato) de cerca de 100 trabalhadores, iniciado em maio deste ano, e a inclusão de mais 150 metalúrgicos, que serão afastados pelo mesmo sistema também a partir de janeiro de 2016.

A montadora também vai abrir um novo programa de demissão voluntária para metalúrgicos da fábrica, no período de 24 de setembro a 9 de outubro. A montadora não divulgou quantas adesões espera obter com o PDV.

A Ford afirmou ainda que também poderá implementar períodos de suspensão temporária de contratos de trabalho (layoff) entre o final deste ano e durante 2016.


Com Auto Esporte

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